Comovo-me em excesso, por natureza e por ofício. Acho medonho alguém viver sem paixões.

domingo, 11 de março de 2012

O amor só dito é amor maldito. Amor sentido é o que é preciso, em todos os sentidos, horizontal e verticalmente. Amor semente, que não mente, amor somente, pois o que mais é preciso além da imprecisão do amor?

Falar não basta.

O amor não é uma desculpa. Você não pode justificar o ciúme com o amor. Sinto ciúme de você porque te amo demais. Eu já disse isso, mas hoje vejo diferente. Se eu amo demais, o problema é meu. Dizer que ama e quantificar o amor só serve para quem sente. Se eu tenho o maior amor do mundo, o mais puro e o que mais me faz feliz o problema é exclusivamente meu. Sabe por quê? Não importa o amor que eu sinto, não para o outro. Para o outro importa como eu demonstro, me comporto e vivo esse amor. O que adianta eu dizer que o meu amor é o mais puro de todos se eu não mostro isso? O amor não é uma palavra bonita. O maior problema do mundo, hoje, é esse. As pessoas acham que falar basta. Não, falar não basta. O amor não tem que ser dito, ele precisa ser sentido, senão ele não sobrevive.


Clarissa Corrêa.

sábado, 3 de março de 2012

Beijos e abraços que não existiram.

São aqueles abraços quentes, apertados e que me calam os pensamentos, me tirando deste mundo barulhento, tão irritante. Abraços que me protegem de perigos inexistentes, que me guardam como um tesouro raro, que me fazem dormir como um bebê tão puro desse mundo doente e que me faz esquecer de todas as minha obrigações, tranquilizando-me. 
Saudade, saudade desses seus abraços, dos seus braços frios, dos seus olhos nos meus, dos seus sussurros no meu ouvido. Seu abraço possessivo, seu abraço ao acordar e ao ir embora. Saudade dos seus abraços, somente seus abraços.
Seus beijos molhados, longos e que tiravam as palavras da minha boca antes mesmo que eu pudesse pronuncia-las, me fazendo ofegar, e pensar que não possuía mais nada no mundo que pudesse me preocupar naquele instante. 
Saudade, saudade dos seus beijos e abraços. Beijos e abraços... que nunca existiram de verdade.