Em sete minutos, tudo se vai.
Aquilo o que você construiu, cultivou e plantou,
simplesmente quebra, apodrece e cai,
da cesta que é seu corpo.
Seu peito aperta e contrai,
para de bater e alimentar suas veias e artérias suculentas.
E secam, como suas lágrimas da noite antepassada,
molhadas de uísque.
Suas órbitas petrificam e estagnam,
bem como as pedras no seu rim.
Estagnadas no meio do trajeto para o infinito
que é fora do seu corpo, já apodrecendo.
E a única coisa que seu corpo vai conhecer a partir de hoje,
é o rigor mortis.
Os vermes roendo a carne do seu rosto,
que tanto o fazia ser como príncipe, narcisista.
Gabrielle Abreu