Há um visitante
tarde da noite,
sentado em meu sofá
tomando do meu café
apenas observando.
Esperando
atenciosamente um desvio meu,
para levar-me embora.
Para onde, não sei.
Sepultura, talvez.
Ele é tão negro quanto o céu
que se estende na janela em sua frente.
Silencioso como uma serpente
que rasteja pela terra molhada.
Molhada com meu próprio sangue, talvez.
Apenas aguarda, observa
atentamente.
Respira
v-a-g-a-r-o-s-a-m-e-n-t-e.
Levanta-se e vai embora
rapidamente.
Mas enfim,
posso vê-lo.
E depois
nada vejo.
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