Comovo-me em excesso, por natureza e por ofício. Acho medonho alguém viver sem paixões.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Gaiolas intocáveis

Amor sempre foi uma coisa desconhecida para mim. Objeto de desejo de todos. A vontade de se mover junto com a maré vermelha sempre moveu a humanidade. Amor por tudo ou nada, singular a todos. Único para vários. Os coraçõezinhos que percorrem pulsos são tão pulsantes quanto o órgão. A vontade de querer sorrir para e por alguém, sempre será a meta secreta de uma sociedade tão transparente e vazia. A vontade de chorar será incompleta por falta de algo impertinente que ninguém, nem você, saberá o por que.

O por que que percorrerá seus sonhos lúcidos e cochilos acordados. Será sua coragem, a resposta e pergunta desse por que. E a resposta única não será suficiente, por que o ser quer mais. Quer respostas para uma pergunta que precisa de gestos.

Por que o amor é ganancioso. É um animal enlouquecido em um labirinto infinito de rosas com muitos espinhos. Um universo com muitas estrelas. Exageros desnecessários. 

Será intenso como uísque quente que rasga as entranhas e revira o estômago. E enquanto minha cabeça gira, eu só pergunto sobre as borboletas.

E no momento de amor consumado, as borboletas gritam e voam, vão e voltam, como um incessante tic-tac, exaustivo...E depois o vermelho do amor fica estampado mostrando que fui, e serei, sempre vítima desse desejo que me consome, até fogo pegar.

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