Algumas pessoas não gostam de quem pensam, principalmente, quem critica os princípios que são seguidos e os põe em xeque. A inconsistência das convicções se desfazem nos primeiros obstáculos, geralmente tão pequenos que se tornam patéticos, que claro, causam as críticas de nós, seres pensantes e tediosos. A apatia que nos define pode ser comparada com uma tarde de domingo quente, que não passa. Mas a cabeça não para.
As análises dos comportamentos fúteis e princípios fracos são incessantes. A crítica não para. A verdade sempre que apontada, gera uma semente de ódio naqueles cegos pela movimentação rápida. Rápidas relações, laços criados e desfeitos em tardes, rivalidades que nascem à uma tecla de distância. Uma modernidade fraca, trivial e líquida.
A necessidade de nascer e florir dentro da efemeridade gera seres vazios, como casulos, mas sem nenhuma borboleta. O existir dentro de um mercado de relações de amizades e relacionamentos sempre faz com que o produto, o próprio corpo, seja modificado, alterado, cuidado e preservado, mas a mente fica de lado.
Relações rasas ou profundas demais, mas sem orientação. O casulo sem a borboleta sempre precisa ser preenchido, e pela movimentação, se torna preenchido por mais um casulo vazio, que dentro possui outro casulo vazio…. Como uma coleção de matriosca. Um vazio dentro do outro na esperança de, quem sabe, preencher um espaço que nem se sabe como nasceu ou como começou.
Nenhum comentário:
Postar um comentário