Comovo-me em excesso, por natureza e por ofício. Acho medonho alguém viver sem paixões.

sábado, 28 de julho de 2012

O limite está além do céu.

   Como é complicado não saber o que nós mesmos sentimos. Talvez seja uma tristeza ou seja mesmo preguiça. Medo, acho que definiria melhor o que eu estou sentindo. Uma dose de medo e uma saideira de insegurança. Perfeito! Medo de perder o pouco que conquistamos e a insegurança de reconquistar o que o vento levou em momentos levianos. Minha sábia avó, disse-me que estava na hora de parar de se preocupar, jogar tudo para o alto, que está mais que na hora de eu me livrar do peso das consequências e voar o mais alto que minhas asas permitirem.

    Mas, e se eu cair? Será que eu vou sobreviver a queda? E os meus sonhos, será que eles continuariam voando tão alto mesmo depois disso tudo? Acorrentar os sonhos não é uma boa ideia, mesmo parecendo que seja algo impossível. Mas nada é impossível, é tudo questão de percepção e opinião. Deveria ser lei, seguir os seus sonhos, ninguém é feliz plantando a semente alheia. Está na hora de plantarmos nossa árvore e colher os frutos que gostamos, você não acha?

    A vida tem o costume de mudar drasticamente e sem motivo, simples. Amanhece e anoitece e ela muda de acordo com as fases da Lua. Viver de entrelinhas, viver de significados ocultos e enigmas que chamamos de sentimentos, por que tanta indireta? Podemos ser diretos. Onde está a liberdade de expressão?

Gabrielle Abreu.

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