Comovo-me em excesso, por natureza e por ofício. Acho medonho alguém viver sem paixões.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Saudades de fotografias.



    Memórias concretas, viagens no tempo. Machuca olha aquela foto sua, aquela memória gasta pelo o passar do tempo, e olha pro lado e perceber que agora é somente em fotos que você está ao meu lado. Alguns sonhos perdidos, vontades passadas, esperanças desaparecidas. Lembro de quando nós viajávamos, você me fazia dirigir para ficar batendo fotografias, e quando eu estava distraída batia fotos de mim, e eu ficava chateada por isso. Somente você sabe como odeio fotos. 


   Você odeia como eu sou preguiçosa e desanimada. Odeio aquela música que agora está tocando sem parar na rádio, e você para provocar coloca ela bem alto. Odeio quando você me faz te odiar. Odeio mais ainda por que não consigo te odiar. Não consigo odiar suas fotos, suas manias, seu jeito irritante de ficar me imitando quando estou com raiva e me fazer rir no meio de uma discussão. Odeio quando você chega por trás e me faz cócegas e depois me imita "cócegas me deixa vermelha e com falta de ar, idiota".


   Meus dias vem sendo difíceis sem você. Sem suas brincadeiras e piadas fora de hora. Sim, não nego por mais que eu esconda, eu sinto sua falta. Sinto falta de você tocando seu violão e cantando pra mim, do seu cabelo que nunca fica do jeito que você queria. Apesar de eu odiar seu jeito eufórico, ando precisando de euforias nos meus dias que tem se seguido tão sozinhos. 

    De repente nós, eu e você estarmos juntos foi meio, inesperado. Mas no fundo nós éramos, e ainda somos tão parecidos e opostos ao mesmo tempo quanto as cores preto e branco. Lembro de como você queria me abraçar forte até eu sentir falta de ar, mas não podia por causa das minhas dores nas costas. Lembro de como a gente era errado. Lembro de como a gente brincava de tudo, por mais que a situação fosse crítica. Agora todos os meus "ódios" pelas coisas que você fazia, se tornaram fúteis. 
   
   Agora você está longe demais, e infelizmente agora são somente fotos. Esperanças mortas.


Gabrielle Abreu.

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