letters to elise
Comovo-me em excesso, por natureza e por ofício. Acho medonho alguém viver sem paixões.
sexta-feira, 14 de julho de 2023
quinta-feira, 29 de setembro de 2022
terça-feira, 1 de janeiro de 2019
Algumas pessoas não gostam de quem pensam, principalmente, quem critica os princípios que são seguidos e os põe em xeque. A inconsistência das convicções se desfazem nos primeiros obstáculos, geralmente tão pequenos que se tornam patéticos, que claro, causam as críticas de nós, seres pensantes e tediosos. A apatia que nos define pode ser comparada com uma tarde de domingo quente, que não passa. Mas a cabeça não para.
As análises dos comportamentos fúteis e princípios fracos são incessantes. A crítica não para. A verdade sempre que apontada, gera uma semente de ódio naqueles cegos pela movimentação rápida. Rápidas relações, laços criados e desfeitos em tardes, rivalidades que nascem à uma tecla de distância. Uma modernidade fraca, trivial e líquida.
A necessidade de nascer e florir dentro da efemeridade gera seres vazios, como casulos, mas sem nenhuma borboleta. O existir dentro de um mercado de relações de amizades e relacionamentos sempre faz com que o produto, o próprio corpo, seja modificado, alterado, cuidado e preservado, mas a mente fica de lado.
Relações rasas ou profundas demais, mas sem orientação. O casulo sem a borboleta sempre precisa ser preenchido, e pela movimentação, se torna preenchido por mais um casulo vazio, que dentro possui outro casulo vazio…. Como uma coleção de matriosca. Um vazio dentro do outro na esperança de, quem sabe, preencher um espaço que nem se sabe como nasceu ou como começou.
quinta-feira, 26 de maio de 2016
Nyx
Enquanto todos dormem
e roncam,
ensurdecedoramente,
eu desperto.
Sento com a noite e suas criaturas,
desconhecidas,
misteriosas,
infelizmente, temerosas.
Para os ignorantes.
Para quem já é iniciado
nesse lado da Lua.
Não recua, nem atemoriza.
Apenas abraça.
e roncam,
ensurdecedoramente,
eu desperto.
Sento com a noite e suas criaturas,
desconhecidas,
misteriosas,
infelizmente, temerosas.
Para os ignorantes.
Para quem já é iniciado
nesse lado da Lua.
Não recua, nem atemoriza.
Apenas abraça.
Sublime
Sublimação ou será a tentação
O desejo dos teus lábios,
chega a ser submissão.
Sai do sólido
e transcende,
para a alma.
Desejo ardente que,
sequer,
pediu permissão para existir.
Ou se instalar.
Entre nós,
eu e você,
nós tornamos um só.
Por causa da tentação
ou da sublimação.
O desejo dos teus lábios,
chega a ser submissão.
Sai do sólido
e transcende,
para a alma.
Desejo ardente que,
sequer,
pediu permissão para existir.
Ou se instalar.
Entre nós,
eu e você,
nós tornamos um só.
Por causa da tentação
ou da sublimação.
quarta-feira, 23 de setembro de 2015
sexta-feira, 3 de abril de 2015
A mágoa é interessante
como a água, incessante.
Percorre minhas veias
com ardência.
Parece até infarto
quando meu coração
contrai.
Maldito músculo estriado.
Enquanto as lágrimas
escorrem
a solidão torna-se
meu lenço,
melhor amiga.
Morfeu está sempre
ao meu lado.
O sono agora
é meu aliado,
mas não posso dormir.
O frio desses dias
se instalou entre nós.
E ficou.
Espero que não para sempre.
como a água, incessante.
Percorre minhas veias
com ardência.
Parece até infarto
quando meu coração
contrai.
Maldito músculo estriado.
Enquanto as lágrimas
escorrem
a solidão torna-se
meu lenço,
melhor amiga.
Morfeu está sempre
ao meu lado.
O sono agora
é meu aliado,
mas não posso dormir.
O frio desses dias
se instalou entre nós.
E ficou.
Espero que não para sempre.
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015
Gaiolas intocáveis
Amor sempre foi uma coisa desconhecida para mim. Objeto de desejo de todos. A vontade de se mover junto com a maré vermelha sempre moveu a humanidade. Amor por tudo ou nada, singular a todos. Único para vários. Os coraçõezinhos que percorrem pulsos são tão pulsantes quanto o órgão. A vontade de querer sorrir para e por alguém, sempre será a meta secreta de uma sociedade tão transparente e vazia. A vontade de chorar será incompleta por falta de algo impertinente que ninguém, nem você, saberá o por que.
O por que que percorrerá seus sonhos lúcidos e cochilos acordados. Será sua coragem, a resposta e pergunta desse por que. E a resposta única não será suficiente, por que o ser quer mais. Quer respostas para uma pergunta que precisa de gestos.
Por que o amor é ganancioso. É um animal enlouquecido em um labirinto infinito de rosas com muitos espinhos. Um universo com muitas estrelas. Exageros desnecessários.
Será intenso como uísque quente que rasga as entranhas e revira o estômago. E enquanto minha cabeça gira, eu só pergunto sobre as borboletas.
E no momento de amor consumado, as borboletas gritam e voam, vão e voltam, como um incessante tic-tac, exaustivo...E depois o vermelho do amor fica estampado mostrando que fui, e serei, sempre vítima desse desejo que me consome, até fogo pegar.
terça-feira, 17 de fevereiro de 2015
A corrida.
O vento atravessa
os fios soltos.
Invade minha blusa,
refresca-me o rosto,
irrita-me o nariz.
Faz-me chorar por
impurezas,
dessa cidade contaminada
de alienados.
Buzinas e assobios,
não chegam aos meus
ouvidos.
Preechidos por fones
[batidas
irregulares como
o coração
de uma desinformada.
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