Comovo-me em excesso, por natureza e por ofício. Acho medonho alguém viver sem paixões.
sábado, 30 de junho de 2012
sexta-feira, 22 de junho de 2012
Mesmo crescendo, algumas coisas nunca aprendemos.
Recordei-me-ei quando era mais nova, e olhava para minha mãe e minha irmã e achava que ser mais velha era bom, que tudo é mais fácil. Poder ficar em casa só, sair sem companhia, ter namorado. Era eu, tão desinformada que não julgava o quão fácil era ser criança. A gente cresce e percebe que fácil era o tempo que joelhos ralados e perder o desenho animado eram as maiores das preocupações que poderíamos ter, se é que naqueles bons tempos nos preocupávamos com alguma coisa.
Assistia o jornal das 8 esperando começar a novelinha infantil que sempre passava após o mesmo. Olhava as notícias, observava a queda do dólar ou tal guerra civil que aconteceu em tal país e fingia entender para impressionar os parentes que estavam perto, mas nunca entendia uma palavra do que falavam. Lembro do medo que senti quando assisti O Chamado pela primeira vez e passei a dormir com o corpo todo coberto, apesar do calor de dezembro.
Lembro que não sabia comer de garfo e faca, e quando tentava fazia arrozes voar pela a cozinha e minha mãe gritava comigo. De quando estudar era fácil, e não existiam deltas e leis de conservação no meu dia-a-dia. Lembro do medo que sentia ao dormir sem minha mãe do lado ou ficar no escuro sozinha. Lembro-me de como me lambuzava ao comer aquele chocolate que sobrava na panela.
Sim, ainda raspo chocolate da panela. Hoje ao invés de sentir medo do escuro, simplesmente estou adaptada a ele. Algumas coisas ainda são fáceis, mas sempre há aquelas que sempre serão difíceis, mesmo passando pela situação milhares de vezes. Talvez o amor seja um dessas situações, mesmo não querendo amar, ao pensar acabamos amando sem querer. Talvez a raiva incontrolável também, aquela sensação quente que sobre para a cabeça, e de repente tudo que olhamos se transforma em uma arma mortífera capaz de matar instantaneamente.
Algumas coisas mudam, querido. Mas só porque mudam, não significa que aprendemos.
Lembro que não sabia comer de garfo e faca, e quando tentava fazia arrozes voar pela a cozinha e minha mãe gritava comigo. De quando estudar era fácil, e não existiam deltas e leis de conservação no meu dia-a-dia. Lembro do medo que sentia ao dormir sem minha mãe do lado ou ficar no escuro sozinha. Lembro-me de como me lambuzava ao comer aquele chocolate que sobrava na panela.
Sim, ainda raspo chocolate da panela. Hoje ao invés de sentir medo do escuro, simplesmente estou adaptada a ele. Algumas coisas ainda são fáceis, mas sempre há aquelas que sempre serão difíceis, mesmo passando pela situação milhares de vezes. Talvez o amor seja um dessas situações, mesmo não querendo amar, ao pensar acabamos amando sem querer. Talvez a raiva incontrolável também, aquela sensação quente que sobre para a cabeça, e de repente tudo que olhamos se transforma em uma arma mortífera capaz de matar instantaneamente.
Algumas coisas mudam, querido. Mas só porque mudam, não significa que aprendemos.
Gabrielle Abreu.
terça-feira, 12 de junho de 2012
Somente férias.
Férias, é disso que preciso. Férias de ilusões, de stress, de barulho, de amor. Passar um tempo longe de tudo e de todos, um tempo distante das buzinas da avenida ou dos programas fúteis da televisão. Talvez uma viajem para o litoral oeste nordestino, e deixar que as ondas e as brisas tirem esses problemas dos meus ombros e me levem para longe. Bem longe.
Um lugar onde celulares não peguem, internet não exista, e palavras não sejam como facas recém afiadas. Onde não exista prepotência, as vezes penso eu, que talvez exista um lugar assim. Mesmo distante, mesmo sendo quase surreal. As vezes é bom agir como se houvesse toda a esperança existente em nossa carne.
Nem toda a esperança se foi com as lágrimas de ontem a noite, baby.
É hora de correr morro acima, e ver o pôr-do-sol. A beleza do grande Sol, que toda manhã nos desperta, e a noite abrir a janela e contemplar a bela Lua cheia dessa quinta-feira. É hora de sairmos da toca, você não acha? É hora de falar de nossos sentimentos, de nossos gostos. É hora de abraçarmos um amigo bem forte, e dizer que amamos aquela pessoa que guardamos sentimentos há alguns meses, talvez.
Mas talvez seja mesmo hora de férias. O cansaço estressante diário, é cansativo. É meio irônico, mas é assim mesmo. A nossa vida é irônica, sarcástica, dura e por fim, cansativa.
Nem toda a esperança se foi com as lágrimas de ontem a noite, baby.
É hora de correr morro acima, e ver o pôr-do-sol. A beleza do grande Sol, que toda manhã nos desperta, e a noite abrir a janela e contemplar a bela Lua cheia dessa quinta-feira. É hora de sairmos da toca, você não acha? É hora de falar de nossos sentimentos, de nossos gostos. É hora de abraçarmos um amigo bem forte, e dizer que amamos aquela pessoa que guardamos sentimentos há alguns meses, talvez.
Mas talvez seja mesmo hora de férias. O cansaço estressante diário, é cansativo. É meio irônico, mas é assim mesmo. A nossa vida é irônica, sarcástica, dura e por fim, cansativa.
Gabrielle Abreu.
domingo, 10 de junho de 2012
Não consigo esperar até o verão.
De saudade do amor. As vezes acho que o amor para mim veio como um pássaro azul. Ele veio passou um tempo voando por perto, nas altas copas das poucas árvores que a maresia ainda não ressecou, mas quando o perdi de vista ele alçou voo e se foi para bem longe. Talvez um pouco mais a frente nas ilhas um pouco distante da praia, ou então se perdido nas falésias da eternidade. Ou talvez, esse belo pássaro azul, possa ter voado um pouco mais adiante. Talvez algum lugar no horizonte, onde haja árvores mais belas ou um céu mais azul.
Um lugar onde o verão seja prolongado e as árvores mais verdes. Onde a noite seja fria e o nascer do sol aqueça seus ossos e suas penas. Que o sol seja mais quente e que as águas do mar estejam mais refrescantes. E que haja abrigo e cavernas escuras e frescas onde ele possa descansar depois de um longo dia de caça pela sobrevivência. Mas de noite ainda insista que seu teto seja as estrelas, um pedaço do universo. Maravilhando-se com as maravilhas astrológicas que as constelações nos proporcionam, mesmo sem entender.
E ainda espero que ele sinta falta do mimo que lhe dava, e que ele volte para casa. Volte com mais sabedoria, sabendo um pouco mais que eu, esperando que entenda como ele se sente. Entenda como ele é.
Gabrielle Abreu.
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