De saudade do amor. As vezes acho que o amor para mim veio como um pássaro azul. Ele veio passou um tempo voando por perto, nas altas copas das poucas árvores que a maresia ainda não ressecou, mas quando o perdi de vista ele alçou voo e se foi para bem longe. Talvez um pouco mais a frente nas ilhas um pouco distante da praia, ou então se perdido nas falésias da eternidade. Ou talvez, esse belo pássaro azul, possa ter voado um pouco mais adiante. Talvez algum lugar no horizonte, onde haja árvores mais belas ou um céu mais azul.
Um lugar onde o verão seja prolongado e as árvores mais verdes. Onde a noite seja fria e o nascer do sol aqueça seus ossos e suas penas. Que o sol seja mais quente e que as águas do mar estejam mais refrescantes. E que haja abrigo e cavernas escuras e frescas onde ele possa descansar depois de um longo dia de caça pela sobrevivência. Mas de noite ainda insista que seu teto seja as estrelas, um pedaço do universo. Maravilhando-se com as maravilhas astrológicas que as constelações nos proporcionam, mesmo sem entender.
E ainda espero que ele sinta falta do mimo que lhe dava, e que ele volte para casa. Volte com mais sabedoria, sabendo um pouco mais que eu, esperando que entenda como ele se sente. Entenda como ele é.
Gabrielle Abreu.
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