Comovo-me em excesso, por natureza e por ofício. Acho medonho alguém viver sem paixões.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Somente férias.

   Férias, é disso que preciso. Férias de ilusões, de stress, de barulho, de amor. Passar um tempo longe de tudo e de todos, um tempo distante das buzinas da avenida ou dos programas fúteis da televisão. Talvez uma viajem para o litoral oeste nordestino, e deixar que as ondas e as brisas tirem esses problemas dos meus ombros e me levem para longe. Bem longe. 

   Um lugar onde celulares não peguem, internet não exista, e palavras não sejam como facas recém afiadas. Onde não exista prepotência, as vezes penso eu, que talvez exista um lugar assim. Mesmo distante, mesmo sendo quase surreal. As vezes é bom agir como se houvesse toda a esperança existente em nossa carne. 


   Nem toda a esperança se foi com as lágrimas de ontem a noite, baby. 


   É hora de correr morro acima, e ver o pôr-do-sol. A beleza do grande Sol, que toda manhã nos desperta, e a noite abrir a janela e contemplar a bela Lua cheia dessa quinta-feira. É hora de sairmos da toca, você não acha? É hora de falar de nossos sentimentos, de nossos gostos. É hora de abraçarmos um amigo bem forte, e dizer que amamos aquela pessoa que guardamos sentimentos há alguns meses, talvez. 


   Mas talvez seja mesmo hora de férias. O cansaço estressante diário, é cansativo. É meio irônico, mas é assim mesmo. A nossa vida é irônica, sarcástica, dura e por fim, cansativa. 


Gabrielle Abreu.

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